Em 1578, o rei de Portugal, D. Sebastião, morreu na batalha de Alcácer-Quibir, no actual Marrocos, em luta contra os árabes. Com a morte do rei, que não tinha descendentes, o trono de Portugal foi ocupado pelo seu tio-avô, o velho cardeal D. Henrique, que, no entanto, faleceu em 1580, naturalmente sem deixar descendência... Com a morte deste último, extinguia-se a dinastia de Avis, que se encontrava no trono desde 1385, com a ascensão de D. João I, mestre de Avis.
Vários pretendentes se candidataram então ao trono vago: D. Catarina, duquesa de Bragança, D. António, prior do Crato e, também, Felipe II, rei da Espanha, que descendia, pelo lado materno, em linha directa, do rei D. Manuel, o Venturoso. Depois de invadir Portugal e derrotar os seus concorrentes, o poderoso monarca espanhol declarou: "Portugal, lo herdé, lo compré y lo conquisté". Assim, de 1580 até 1640, os reis da Espanha passaram a ser, ao mesmo tempo, reis de Portugal, dando origem ao período conhecido como “União Ibérica”.
Portugal havia adoptado até então uma política internacional muito prudente nos diferentes conflitos que afectavam a Europa. Essa situação foi alterada completamente com a sua anexação pela Espanha, já que Portugal herdou, de imediato, todos os numerosos inimigos dos Habsburgos. Do ponto de vista colonial, o mais temível inimigo era a Holanda, que mais tarde invadiu território portugueses em África, Brasil e Oriente.
FONTE:http://www.klepsidra.net/klepsidra6/aclamacao.jpg
09/02/2009
UNIÃO IBÉRICA, DO PONTO DE VISTA DE UM PLEBEU
Lisboa, 16 DE MARÇO DE 1581
Querido diário:
Hoje é um dia histórico, pois o rei de Espanha D. Filipe II, foi aclamado D. Filipe I de Portugal, nas Cortes de Tomar.
Com certeza que deves querer saber como tudo isto aconteceu. É uma longa história mas eu tenho tempo, sou eu que estou a escrever.
Ora bem, tudo começou com D. Sebastião. O reino estava em crise e o jovem rei teve a infeliz ideia de tentar conquistar Marrocos. Disse infeliz pois Portugal não tinha população para entrar numa batalha deste género. Na Batalha de Alcácer Quibir, em 1578, muitos velhos e jovens são mortos em combate juntamente com o rei, que muito novo para andar na conquista de mulheres não deixou descendentes. Nisto quem sobe ao trono é o seu tio-avô, o Cardeal D. Henrique, que já velhote, muito doentinho e membro do clero não deixou descendentes, quando morreu em 1580.
Com a morte do Cardeal, Portugal encontra-se num grave problema de sucessão. Nisto aparecem 3 netos de D. Manuel I na esperança de ocupar o lugar que “O Desejado” havia deixado vago - O trono português, meu amigo! Os pretendentes eram D. Catarina, duquesa de Bragança, D. António, Prior do Crato e D. Filipe II, rei de Espanha. D. Catarina é quase de imediato afastada por ser mulher, por isso, a disputa foi maior entre o Prior do Crato e o rei de Espanha.
D. António (filho ilegítimo de D. Luís) contava com o apoio do povo e baixo clero, por outro lado, D. Filipe tinha do seu lado o alto clero e o interesse da burguesia e nobreza em ter mais ganhos, como terras e cargos. Os dois candidatos travam a Batalha de Alcântara em que D. António e o seu magnífico exército da “Treta” são derrotados.
Finalmente, depois de tudo isto, D. Filipe convocou, HOJE, cortes em Tomar e foi aclamado, como já disse, D. Filipe I de Portugal, sendo já II de Espanha.
Ora bem, meu querido e estimado amigo, sabe-se que o novo rei “luso-castelhano” fez promessas como: manter a língua portuguesa como língua oficial, continuar a cunhar a moeda e a usar a mesma moeda, manter nos altos cargos (da justiça, Igreja, etc…) funcionários portugueses e não envolver Portugal nas guerras Espanholas. Quer dizer, este até me parece um “gajo” porreiro, mas sejamos sinceros, aquele filho dele não me parece lá “grande espingarda”. Aposto que quando ele subir ao trono vai “fingir” que não estava a par das promessas do pai, e se esse for assim imagina o próximo. E, utilizando um pouco a cabeça, quem é que achas que é estúpido o suficiente para arriscar o seu exército quando pode dispor do dos outros? Sejamos sinceros caramba, com esta “porcaria” desta monarquia dualista, a independência prometida hoje, pelo espanhol, não passará de uma ilusão. Eles vão ver que ainda me vão dar razão. Aliás, acho que os duques de Bragança têm um trunfo na manga; andam a tramar alguma!!!
Do teu amigo:
José Maria Antunes da Silva Ferreira da Costa Pereira
Nota do professor: Este texto que aqui transcrevo pertence a um interessante blog que pode ser consultado no link seguinte: http://historia8ano.blogs.sapo.pt/2009/01/?page=2
Querido diário:
Hoje é um dia histórico, pois o rei de Espanha D. Filipe II, foi aclamado D. Filipe I de Portugal, nas Cortes de Tomar.
Com certeza que deves querer saber como tudo isto aconteceu. É uma longa história mas eu tenho tempo, sou eu que estou a escrever.
Ora bem, tudo começou com D. Sebastião. O reino estava em crise e o jovem rei teve a infeliz ideia de tentar conquistar Marrocos. Disse infeliz pois Portugal não tinha população para entrar numa batalha deste género. Na Batalha de Alcácer Quibir, em 1578, muitos velhos e jovens são mortos em combate juntamente com o rei, que muito novo para andar na conquista de mulheres não deixou descendentes. Nisto quem sobe ao trono é o seu tio-avô, o Cardeal D. Henrique, que já velhote, muito doentinho e membro do clero não deixou descendentes, quando morreu em 1580.
Com a morte do Cardeal, Portugal encontra-se num grave problema de sucessão. Nisto aparecem 3 netos de D. Manuel I na esperança de ocupar o lugar que “O Desejado” havia deixado vago - O trono português, meu amigo! Os pretendentes eram D. Catarina, duquesa de Bragança, D. António, Prior do Crato e D. Filipe II, rei de Espanha. D. Catarina é quase de imediato afastada por ser mulher, por isso, a disputa foi maior entre o Prior do Crato e o rei de Espanha.
D. António (filho ilegítimo de D. Luís) contava com o apoio do povo e baixo clero, por outro lado, D. Filipe tinha do seu lado o alto clero e o interesse da burguesia e nobreza em ter mais ganhos, como terras e cargos. Os dois candidatos travam a Batalha de Alcântara em que D. António e o seu magnífico exército da “Treta” são derrotados.
Finalmente, depois de tudo isto, D. Filipe convocou, HOJE, cortes em Tomar e foi aclamado, como já disse, D. Filipe I de Portugal, sendo já II de Espanha.
Ora bem, meu querido e estimado amigo, sabe-se que o novo rei “luso-castelhano” fez promessas como: manter a língua portuguesa como língua oficial, continuar a cunhar a moeda e a usar a mesma moeda, manter nos altos cargos (da justiça, Igreja, etc…) funcionários portugueses e não envolver Portugal nas guerras Espanholas. Quer dizer, este até me parece um “gajo” porreiro, mas sejamos sinceros, aquele filho dele não me parece lá “grande espingarda”. Aposto que quando ele subir ao trono vai “fingir” que não estava a par das promessas do pai, e se esse for assim imagina o próximo. E, utilizando um pouco a cabeça, quem é que achas que é estúpido o suficiente para arriscar o seu exército quando pode dispor do dos outros? Sejamos sinceros caramba, com esta “porcaria” desta monarquia dualista, a independência prometida hoje, pelo espanhol, não passará de uma ilusão. Eles vão ver que ainda me vão dar razão. Aliás, acho que os duques de Bragança têm um trunfo na manga; andam a tramar alguma!!!
Do teu amigo:
José Maria Antunes da Silva Ferreira da Costa Pereira
Nota do professor: Este texto que aqui transcrevo pertence a um interessante blog que pode ser consultado no link seguinte: http://historia8ano.blogs.sapo.pt/2009/01/?page=2
01/02/2009
Renascimento e Reforma - correcção do teste
Consulta a correcção do teu teste de avaliação e compara as respostas com aquelas que tu deste.
Aproveita este exercício para reveres os teus conhecimentos sobre o tema em estudo.
Aproveita este exercício para reveres os teus conhecimentos sobre o tema em estudo.
03/01/2009
RENASCIMENTO - Sintese esquemática
Movimento Renascentista ou apenas Renascimento foi o nome dado ao Renascimento Cultural que aconteceu durante os séculos XV e XVI na Europa, e que procurava resgatar a cultura esquecida durante os tempos medievais e dar uma nova dimensão ao papel do Homem.
Uma grande característica do Renascimento foi o Humanismo que valorizava o homem, que a partir daí começou a ser tratado como ser racional e posto assim no centro do Universo.
O Renascimento nasceu na Itália, mais especificamente nas cidades que enriqueceram com o comércio no Mediterrâneo. Porém com a expansão marítima as ideias Renascentistas forasm divulgadas por diversas partes do mundo como na Inglaterra, Alemanha e os Países Baixos.
RENASCIMENTO - Conceitos

ANTROPOCENTRISMO
Até finais do século XV, o Homem considerava a vida espiritual e os problemas religiosos como o centro de todos os seus interesses. Contudo, nos últimos tempos da Idade Média surgiu uma nova mentalidade e um novo ideal de vida. Primeiramente em Itália e depois nos outros países da Europa, os intelectuais começaram a manifestar uma atitude nova face ao mundo. Então, o Homem colocou-se como centro do mundo, isto é, começou a reflectir sobre si e os seus problemas.
A esta visão mais ampla do Homem e do seu lugar no mundo damos o nome de antropocentrismo. Esta nova crença nas capacidades do Homem e nas suas realizações levou, nos séculos XV e XVI, a uma profunda mudança nas letras, artes, ciências e em todas as formas de pensamento.
O HUMANISMO
Os humanistas, eram, estudiosos da cultura clássica antiga (grega e romana). Alguns estavam ligados à Igreja, outros eram artistas ou historiadores, independentes ou protegidos por mecenas. Acabaram por situar o Homem como senhor de seu próprio destino, dotado de "livre arbítrio" (capacidade de decisão sobre a própria vida) e elegeram-no como a razão de todo conhecimento, estabelecendo, para ele, um papel de destaque no processo universal e histórico.
Passa a interessar-se mais pelo saber, adquire novas ideias e outras culturas como a grega e a latina mas, sobretudo, percebe-se capaz , importante e criador . Afasta-se do teocentrismo, assumindo, lentamente, um comportamento baseado no antropocentrismo. De uma postura religiosa e mística, o homem passa para uma posição racionalista, crítica e individualista que lenta e gradualmente, vai modificando a estrutura e o espírito medievais.
O Humanismo funcionará como um factor de transformação da mentalidade e da civilização europeia.
O Humanismo funcionará como um factor de transformação da mentalidade e da civilização europeia.
INDIVIDUALISMO
A ideia de que cada um é responsável pela condução de sua vida, a possibilidade de fazer opções e de se manifestar sobre diversos assuntos, devendo assentar as suas opiniões em estudos rigorosos, acentuaram o individualismo. É importante percebermos que essa característica do homem do Renascimento não implica o isolamento do homem, que continua a viver em sociedade, em relação directa com outros homens, mas na possibilidade que cada um tem de tomar as suas decisões, de se conhecer a si próprio e às suas capacidades.
24/11/2008
Exploração Comercial Portuguesa na Expansão
Quadro comparativo da exploração comercial portuguesa na Costa Ocidental Africana e no Oriente.
12/11/2008
A Expansão portuguesa dos séculos XV e XVI
Proponho-vos um conjunto de ligações que te possibilitam a revisão de alguns conteudos trabalhados nas nossas aulas.
Diverte-te e aprende.
Cronologia dos Descobrimentos
Os portugueses no mar
As embarcações
Sopa de letras
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Cronologia dos Descobrimentos
Os portugueses no mar
As embarcações
Sopa de letras
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