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15/04/2009

Francesco Borromini




Arquitecto e escultor italiano, Francesco Castelli, mais conhecido por Francesco Borromini, nasceu em 1599, em Bissone, na Lombardia, e morreu a 2 de Setembro de 1667, em Roma. Por volta de 1610 foi para Milão aprender o ofício de talhar a pedra e, em 1620, mudou-se para Roma onde se torna um dos artesãos de Carlo Maderna (1556-1629), o mais importante arquitecto italiano na época, colaborando nos trabalhos da Catedral de S. Pedro e no Palácio Barberini.
Com a morte de Maderna, em 1926, passa a trabalhar com Giovanni Bernini (1598-1680) que fora nomeado arquitecto oficial de S. Pedro em sua substituição, e participa na execução do Baldaquino sobre o túmulo de S. Pedro. Em 1633, Borromini começa a trabalhar como arquitecto por conta própria, iniciando uma contenda com Bernini que duraria até ao fim dos seus dias. A sua primeira grande encomenda, e uma das suas obras primas, foi a igreja de S. Carlo alle Quattrofontane (1638-41) onde expressa o seu estilo pessoal e que foi criticada por Bernini que o acusa de subverter as regras da arquitectura clássica e as proporções arquitectónicas baseadas no corpo humano, que ele entende serem sagradas por este ser feito à imagem de Deus.
De facto Borromini, que é um grande conhecedor da arquitectura clássica, reivindica o direito de interpretar livremente os motivos herdados da grande arquitectura romana recusando o que ele considera ser uma mera cópia desses monumentos.
Esta atitude, que representa o pensamento barroco, foi largamente seguida pelas gerações vindouras e o seu exemplo espalhou-se por toda a Europa.
Borromini era uma pessoa perturbada, morreu com um ferimento que infligiu a si próprio, deprimido por a sua obra não ser devidamente reconhecida pelos seus contemporâneos.
Principais obras deste arquitecto:
Destacam-se neste autor obras como San Carlino alle Quattro Fontane, Sant’Ivo allá Sapienza e Santa Agnese.




Trabalho realizado por:
• Inês Pinho
• Gonçalo Pires

14/04/2009

Nicolau Nasoni


Nicolau Nasoni (San Giovanni Valdarno, 2 de Junho de 1691 — Porto, 30 de Agosto de 1773) foi um artista, decorador e arquitecto italiano que desenvolveu grande parte da sua obra em Portugal, considerado um dos mais significativos arquitectos da cidade do Porto. A sua obra inclui uma parte importante da arte barroca e rococó (rocaille) nesta cidade, chegando a envolver alguns dos melhores e mais significativos edifícios do século XVIII do Porto e arredores.

Lista de obras confirmadamente projectadas e atribuídas:
1731-1773 - Igreja, enfermaria e torre da Irmandade dos Clérigos, Porto
1734 - Paço Episcopal, Porto
1737 - Obras de arquitectura na Quinta de Santa Cruz do Bispo, Matosinhos
1738 - Chafariz e escadaria do Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, Lamego
1742-1754 (ca.) - Palácio do Freixo e jardim envolvente, Porto
1743-1747 - Fachada da Igreja do Senhor Bom Jesus, Matosinhos
1743-1758 (ca.) - Casa e jardins da Quinta da Prelada, Porto
1745 - Fonte das Lágrimas, Porto
1746-1749 - Casa do Despacho da Ordem Terceira de São Francisco, Porto
1748-1754 - Igreja paroquial de Santiago de Bougado, Trofa
1749 - Fachada da Igreja da Misericórdia do Porto, Porto
1727-1737 (ca.) - Obras de arquitectura e escultura na Quinta dos Cónegos, nomeadamente os chafarizes, Maia
1737 (ca.) - Chafariz de São Miguel ou do Anjo, junto à Sé do Porto
1743-1747 - Capela da Quinta da Conceição, Leça da Palmeira, Matosinhos
1745 (ca.) - Fachada lateral da igreja do Convento de Corpus Christi, Vila Nova de Gaia
1749-1754 (ca.) - Capela da Casa dos Maias, Porto
1760 (ca.) - Risco para as obras de arquitectura e decoração de jardins para a Quinta do Alão, Matosinhos

Webgrafia:
http://www.geneall.net/img/pessoas/pes_346027.jpg
http://pt.wikipedia.org/wiki/Nicolau_Nasoni

Trabalho realizado por:
Mariana Alves, nº12
Pedro Mateus, nº 14

09/02/2009

A UNIÃO IBÉRICA

Em 1578, o rei de Portugal, D. Sebastião, morreu na batalha de Alcácer-Quibir, no actual Marrocos, em luta contra os árabes. Com a morte do rei, que não tinha descendentes, o trono de Portugal foi ocupado pelo seu tio-avô, o velho cardeal D. Henrique, que, no entanto, faleceu em 1580, naturalmente sem deixar descendência... Com a morte deste último, extinguia-se a dinastia de Avis, que se encontrava no trono desde 1385, com a ascensão de D. João I, mestre de Avis.
Vários pretendentes se candidataram então ao trono vago: D. Catarina, duquesa de Bragança, D. António, prior do Crato e, também, Felipe II, rei da Espanha, que descendia, pelo lado materno, em linha directa, do rei D. Manuel, o Venturoso. Depois de invadir Portugal e derrotar os seus concorrentes, o poderoso monarca espanhol declarou: "Portugal, lo herdé, lo compré y lo conquisté". Assim, de 1580 até 1640, os reis da Espanha passaram a ser, ao mesmo tempo, reis de Portugal, dando origem ao período conhecido como “União Ibérica”.
Portugal havia adoptado até então uma política internacional muito prudente nos diferentes conflitos que afectavam a Europa. Essa situação foi altera­da completamente com a sua anexação pela Espanha, já que Portugal herdou, de imediato, todos os numerosos inimigos dos Habsburgos. Do ponto de vista colonial, o mais temível inimigo era a Holanda, que mais tarde invadiu território portugueses em África, Brasil e Oriente.

FONTE:http://www.klepsidra.net/klepsidra6/aclamacao.jpg

UNIÃO IBÉRICA, DO PONTO DE VISTA DE UM PLEBEU

Lisboa, 16 DE MARÇO DE 1581

Querido diário:
Hoje é um dia histórico, pois o rei de Espanha D. Filipe II, foi aclamado D. Filipe I de Portugal, nas Cortes de Tomar.
Com certeza que deves querer saber como tudo isto aconteceu. É uma longa história mas eu tenho tempo, sou eu que estou a escrever.
Ora bem, tudo começou com D. Sebastião. O reino estava em crise e o jovem rei teve a infeliz ideia de tentar conquistar Marrocos. Disse infeliz pois Portugal não tinha população para entrar numa batalha deste género. Na Batalha de Alcácer Quibir, em 1578, muitos velhos e jovens são mortos em combate juntamente com o rei, que muito novo para andar na conquista de mulheres não deixou descendentes. Nisto quem sobe ao trono é o seu tio-avô, o Cardeal D. Henrique, que já velhote, muito doentinho e membro do clero não deixou descendentes, quando morreu em 1580.
Com a morte do Cardeal, Portugal encontra-se num grave problema de sucessão. Nisto aparecem 3 netos de D. Manuel I na esperança de ocupar o lugar que “O Desejado” havia deixado vago - O trono português, meu amigo! Os pretendentes eram D. Catarina, duquesa de Bragança, D. António, Prior do Crato e D. Filipe II, rei de Espanha. D. Catarina é quase de imediato afastada por ser mulher, por isso, a disputa foi maior entre o Prior do Crato e o rei de Espanha.
D. António (filho ilegítimo de D. Luís) contava com o apoio do povo e baixo clero, por outro lado, D. Filipe tinha do seu lado o alto clero e o interesse da burguesia e nobreza em ter mais ganhos, como terras e cargos. Os dois candidatos travam a Batalha de Alcântara em que D. António e o seu magnífico exército da “Treta” são derrotados.
Finalmente, depois de tudo isto, D. Filipe convocou, HOJE, cortes em Tomar e foi aclamado, como já disse, D. Filipe I de Portugal, sendo já II de Espanha.
Ora bem, meu querido e estimado amigo, sabe-se que o novo rei “luso-castelhano” fez promessas como: manter a língua portuguesa como língua oficial, continuar a cunhar a moeda e a usar a mesma moeda, manter nos altos cargos (da justiça, Igreja, etc…) funcionários portugueses e não envolver Portugal nas guerras Espanholas. Quer dizer, este até me parece um “gajo” porreiro, mas sejamos sinceros, aquele filho dele não me parece lá “grande espingarda”. Aposto que quando ele subir ao trono vai “fingir” que não estava a par das promessas do pai, e se esse for assim imagina o próximo. E, utilizando um pouco a cabeça, quem é que achas que é estúpido o suficiente para arriscar o seu exército quando pode dispor do dos outros? Sejamos sinceros caramba, com esta “porcaria” desta monarquia dualista, a independência prometida hoje, pelo espanhol, não passará de uma ilusão. Eles vão ver que ainda me vão dar razão. Aliás, acho que os duques de Bragança têm um trunfo na manga; andam a tramar alguma!!!

Do teu amigo:
José Maria Antunes da Silva Ferreira da Costa Pereira

Nota do professor: Este texto que aqui transcrevo pertence a um interessante blog que pode ser consultado no link seguinte: http://historia8ano.blogs.sapo.pt/2009/01/?page=2

01/02/2009

Renascimento e Reforma - correcção do teste

Consulta a correcção do teu teste de avaliação e compara as respostas com aquelas que tu deste.
Aproveita este exercício para reveres os teus conhecimentos sobre o tema em estudo.

03/01/2009

RENASCIMENTO - Sintese esquemática

Movimento Renascentista ou apenas Renascimento foi o nome dado ao Renascimento Cultural que aconteceu durante os séculos XV e XVI na Europa, e que procurava resgatar a cultura esquecida durante os tempos medievais e dar uma nova dimensão ao papel do Homem.
Uma grande característica do Renascimento foi o Humanismo que valorizava o homem, que a partir daí começou a ser tratado como ser racional e posto assim no centro do Universo.
O Renascimento nasceu na Itália, mais especificamente nas cidades que enriqueceram com o comércio no Mediterrâneo. Porém com a expansão marítima as ideias Renascentistas forasm divulgadas por diversas partes do mundo como na Inglaterra, Alemanha e os Países Baixos.
Clique na imagem para ampliar.

RENASCIMENTO - Conceitos


ANTROPOCENTRISMO


Até finais do século XV, o Homem considerava a vida espiritual e os problemas religiosos como o centro de todos os seus interesses. Contudo, nos últimos tempos da Idade Média surgiu uma nova mentalidade e um novo ideal de vida. Primeiramente em Itália e de­pois nos outros países da Europa, os intelectuais começaram a ma­nifestar uma atitude nova face ao mundo. Então, o Homem colo­cou-se como centro do mundo, isto é, começou a reflectir sobre si e os seus problemas.

A esta visão mais ampla do Homem e do seu lugar no mundo damos o nome de antropocentrismo. Esta nova crença nas capacidades do Homem e nas suas reali­zações levou, nos séculos XV e XVI, a uma profunda mudança nas letras, artes, ciências e em todas as formas de pensamento.


O HUMANISMO


Os humanistas, eram, estudiosos da cultura clássica antiga (grega e romana). Alguns estavam ligados à Igreja, outros eram artistas ou historiadores, independentes ou protegidos por mecenas. Acabaram por situar o Homem como senhor de seu próprio destino, dotado de "livre arbítrio" (capacidade de decisão sobre a própria vida) e elegeram-no como a razão de todo conhecimento, estabelecendo, para ele, um papel de destaque no processo universal e histórico.
Passa a interessar-se mais pelo saber, adquire novas ideias e outras culturas como a grega e a latina mas, sobretudo, percebe-se capaz , importante e criador . Afasta-se do teocentrismo, assumindo, lentamente, um comportamento baseado no antropocentrismo. De uma postura religiosa e mística, o homem passa para uma posição racionalista, crítica e individualista que lenta e gradualmente, vai modificando a estrutura e o espírito medievais.
O Humanismo funcionará como um factor de transformação da mentalidade e da civilização europeia.
INDIVIDUALISMO
A ideia de que cada um é responsável pela condução de sua vida, a possibilidade de fazer opções e de se manifestar sobre diversos assuntos, devendo assentar as suas opiniões em estudos rigorosos, acentuaram o individualismo. É importante percebermos que essa característica do homem do Renascimento não implica o isolamento do homem, que continua a viver em sociedade, em relação directa com outros homens, mas na possibilidade que cada um tem de tomar as suas decisões, de se conhecer a si próprio e às suas capacidades.