14/10/2010
Higiene e Peste Negra na Idade Média
O cheiro dos corpos, de suor e das partes íntimas impregnavam todas as casas. As roupas eram lavadas também somente duas ou três vezes ao ano, devido a raridade das mesmas e o alto custo do sabão. Em consequência disto, cheiravam mal, eram imundas, e viviam cheias de pulgas, piolhos e insectos. Os dentes não eram lavados, portanto a grande maioria já não os tinha na boca, e as pessoas que ainda os tinham, estavam apodrecidos e negros. Quando vemos em fotos antigas, lacaios a abanar as pessoas, não era pelo calor e sim pelo odor fétido que era exalado das bocas e das partes íntimas; portanto usava-se o abano para dissipar o mau cheiro.
Nas áreas urbanas, os excrementos e a água usada no banho eram atirados pela janela, o esgoto era a céu aberto o que obviamente propiciava a proliferação do mau cheiro e de doenças altamente contagiosas e infecciosas. As roupas de cama eram sujas, e as vezes dormiam numa mesma cama quatro ou seis pessoas. Devido a tanta falta de higiene e a muitas vezes manterem animais de grande porte dentro de casa, a proliferação dos ratos era também grande. A taxa de mortalidade infantil era grande, 1/3 das crianças morriam antes de completar um ano de idade. A saúde era tratada com desleixo, e quase sempre designavam a doença como um castigo divino. As doenças eram tratadas com infusões caseiras e por vezes tratamentos absurdamente exóticos, utilizando excrementos de animais, urina e outros tipos de unguentos. Devido a falta de higiene, não era de se estranhar que muitas pessoas morressem, e em meados do século XIV, uma peste devastou 1/3 da população europeia. Estamos a falar da Peste Negra, que eram transmitidas aos humanos através da picada de pulgas de ratos doentes. Estes ratos chegavam à Europa nos navios vindos do Oriente entre os anos de 1346 e 1352. Como as cidades não tinham condições higiénicas adequadas, os ratos se espalharam facilmente. O lixo acumulava-se nas ruas. Rapidamente a população de ratos aumentou significativamente.
Estes ratos estavam contaminados com a bactéria Pasteurella Pestis. E as pulgas destes roedores transmitiam a bactéria aos homens através da picada. Os ratos também morriam da doença e, quando isto acontecia, as pulgas passavam rapidamente para os humanos para obterem seu alimento, o sangue. Após o contágio a pessoa tinha poucos dias de vida. Os sintomas eram febre altíssima, mal-estar geral, vómitos e bolhas de pus espalhavam-se pelo corpo do doente, principalmente nas axilas e virilhas. As pessoas atribuíam a peste como sendo um castigo divino, enviado aos homens para pagarem os seus pecados.
http://www.galeon.com/projetochronos/chronosmedieval/concilium/pandemia.htmale
11/10/2010
03/10/2010
Correcção do TPC
04/05/2010
Ficha formativa: prepara a tua avaliação
– Identifica a principal actividade económica desenvolvida neste período e descreve as suas principais características.
– Refere a actividade com maior crescimento e o principal objectivo pretendido pelo mercantilismo.
– Indica o responsável pela adopção das primeiras medidas mercantilistas em Portugal.
– Descreve três das medidas por ele postas em prática e avalia o resultado dessas medidas.
No Antigo Regime a sociedade continua a apresentar a mesma estrutura que vinha da Idade Média.
– Identifica os grupos privilegiados e não privilegiados.
– Refere duas importantes regalias dos grupos privilegiados.
– Dá a tua opinião sobre a organização da sociedade do Antigo Regime.
Deus estabeleceu os reis como seus ministros e reina por meio deles sobre os povos. Por isso vimos que o trono real não é o trono de um homem, mas o trono do próprio Deus. [...]
– Refere qual a origem do poder do rei, referida no documento anterior.
– Identifica o rei português que melhor representou o Absolutismo Régio.
– Quais os meios por ele usados para afirmar o seu poder absoluto?
O Despotismo Pombalino
– Explica em que consistiu o Despotismo Iluminado ou Esclarecido.
REfere:
a) O reinado em que O Marquês de Pombal desenvolveu a sua actividade.
b) A catástrofe que lhe permitiu demonstrar o seu poder de decisão.
c) Descreve a sua actuação face aos grupos privilegiados.
e) Em que grupo social confiou e se apoiou na sua governação?
3 – O Barroco
- Identifica as principais características da escultura barroca.
- Refere as condições económicas que permitiram em Portugal a produção de obras neste estilo.
“ O rei recebe dos seus súbditos a autoridade que tem sobre eles e essa autoridade é limitada pelas leis da natureza e do Estado (...) o príncipe não pode, portanto, dispor do seu poder e do dos seus súbditos sem consentimento da nação.”
Diderot “Autoridade Política”, Enciclopédia
- Identifica o movimento cultural presente no documento.
- Refere o que deveriam fazer os governantes para pôr em prática as ideias iluministas.
– Identifica as instituições que em Portugal se opuseram a estas novas ideias.
19/04/2010
O BARROCO

É uma arte caracterizada pela ausência de espaços vazios, pela ideia de movimento e teatralidade e pelo apelo aos sentidos, à emotividade.
O Barroco abandonou a simplicidade, as linhas horizontais e a simetria da arte renascentista e criou:
Na arquitectura – igrejas e edifícios civis (palácios) com fachadas monumentais com linhas curvas e contracurvas e interiores ricamente decorados. Artistas: Bernini e Borromini.
Na escultura – figuras com forte expressividade, com uma grande carga dramática e emotiva. Artistas: Bernini
Na pintura – marcada pela exuberância e ostentação, pelos contrastes de luz e cor, expressividade das personagens e teatralidade. Os temas são marcadamente religiosos para emocionar os fiéis e combater o Protestantismo. Também as famílias da nobreza se fizeram retratar. Artistas: Velasquez, Rubens e Rembrandt.
O BARROCO EM PORTUGAL
A abundância do ouro brasileiro permitiu a construção de elevado número de construções barrocas. (Igreja do Carmo, Torre dos Clérigos, (Porto), Palácio de Mateus, (Vila Real);

A marca dos artistas portugueses fez-se sentir sobretudo nos altares e coches, decorados com Talha dourada e nos painéis de azulejos que decoram igrejas, salões, jardins.

