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18/02/2013

Absolutismo régio_esquema


Sociedade de ordens - quadro resumo

Com a devida vénia a http://professorpedro.wordpress.com

17/02/2013

A Monarquia Absoluta


A MONARQUIA ABSOLUTA

No início do século XVIII, na Europa, têm grande difusão as ideias que defendem o poder absoluto do rei (absolutismo), ou seja, o governo do país dependia da vontade do rei, verdadeiro representante de Deus na terra, que tinha todos os poderes e mandava cada vez mais.
D. João V vai seguir esta tendência política, governando Portugal  como rei absoluto –Monarquia Absoluta. Durante o seu reinado, de 44 anos (1706 – 1750), nunca reuniu as cortes.
Graças às grandes quantidades de ouro e diamantes que vinham do Brasil, a que se juntavam os lucros obtidos no comércio do tabaco, açúcar, vinho e sal, D. João V detinha uma grande riqueza, com a qual conseguia manter a nobreza debaixo do seu domínio (distribuindo cargos, pensões e títulos), assim como enviava riquíssimas embaixadas a vários países.  

A VIDA NA CORTE

A Corte vivia com muito luxo e ostentação.
O rei dava festas esplêndidas e os nobres vestiam, de acordo com a moda francesa, trajes riquíssimos.
Os bailes, concertos, teatros, jogos e touradas divertiam e distraiam a Corte. Havia igualmente grandes banquetes.
Procurando imitar a vida da Corte, a nobreza vai construir palácios (os solares) um pouco por todo o país.
Entretanto, o povo vivia com muitas dificuldades: no campo, os que não emigravam para o Brasil continuavam a praticar uma agricultura de subsistência (sobrevivência) e tinham de pagar pesados impostos; na cidade, ocupavam-se das tarefas domésticas e de outro tipo de serviços como vendedores ambulantes, artesãos, criados, etc., não conseguindo obter grandes rendimentos.

UM TEMPO DE GRANDES CONSTRUÇÕES
  
Durante o reinado de D. João V realizaram-se obras monumentais que reflectem a riqueza de que já falámos.
Tal é o caso do Convento de Mafra, cuja construção se inicia em 1717 e só vai terminar em 1770. É igualmente deste período a construção do Aqueduto das Águas Livres em Lisboa, da Igreja e Torre dos Clérigos, no Porto, da autoria de Nicolau Nasoni, da Biblioteca da Universidade de Coimbra e do Palácio de Queluz.

O BARROCO

Nesta época surgiu um novo estilo artístico: o barroco.
Caracteriza-se pela decoração muito rebuscada, com grande profusão de torneados, medalhões, curvas e contra curvas.
No interior das igrejas e palácios vamos encontrar a talha dourada, os azulejos e os mármores.
Este estilo é, também ele, resultante da grande quantidade de dinheiro disponível.

CONCEITOS:

Absolutismo – sistema de governo em que o rei concentra em si todos os poderes (legislativo, executivo e judicial) que considera recebidos directamente de Deus.
Barroco – estilo artístico que em Portugal está ligado à descoberta do ouro no Brasil.
Talha dourada – madeira trabalhada revestida por uma fina camada de ouro. Utilizada sobretudo nos altares das igrejas.

DATAS A RETER:

1706 – Início do reinado de D. João V
1717 – Início da construção do convento de Mafra.
1719 – Fundação da Real Academia da História.
1734 – Guerra com Espanha.
1750 – Morte de D. João V.

APLICA O QUE APRENDESTE

1. Identifica o tipo de monarquia que D. João V praticou em Portugal.
2. Indica os produtos brasileiros que permitiram ao rei a obtenção de grandes lucros.
3. Identifica o novo estilo artístico deste período.
4. Enumera dois elementos decorativos utilizados por este estilo.

Adaptado de: http://historiaviva-vanda51.blogspot.pt/2010/01/o-reinado-de-d-joao-v.html

28/01/2013

O mercantilismo: revisões

O mercantilismo e a riqueza das nações

Documento 1
"O objetivo de Colbert é tornar o país mais opulento que todos os outros(...) rico nas artes [manufaturas], sem ter necessidade de coisa alguma e com capacidade de fornecer toda a espécie de coisas aos outros estados.(...) Faz tudo para instalar em França as melhores indústrias e impede os outros estados de introduzirem os seus produtos no reino da França. (...) 
Relatório do embaixador veneziano na corte de França, 1665-1668 (adaptado)

Documento 2

1 - Apresenta as medidas postas em prática pelos defensores do mercantilismo para atingir o seu principal objectivo: permitir aos Estados a acumulação de metais preciosos.

2 - Identifica o governante responsável pela aplicação desta doutrina económica, em França.

3 - Identifica a actividade económica mais rentável desenvolvida no Antigo Regime e os produtos que asseguravam esse lucro.

26/01/2013

Orientações de aprendizagem

Avaliação do dia 7 de fevereiro de 2013


Identificar os factores que explicam a crise do Império Português do Oriente

Descrever os acontecimentos e as circunstâncias que conduziram à União Ibérica

Justificar o apoio dos grupos dominantes da sociedade portuguesa a Filipe II e à união dinástica

Conhecer os compromissos assumidos por Filipe II nas cortes de Tomar

Explicar o domínio comercial da Holanda, a partir dos finais do séc. XVI

Compreender a importância do Ato de Navegação na afirmação do império inglês.

Distinguir mare clausum de mare liberum

Indicar os principais motivos de descontentamento dos portugueses face ao domínio espanhol.

Relacionar a Restauração da independência nacional com as ameaças à prosperidade do comércio atlântico português e com o declínio do Império Espanhol

Definir o conceito de Antigo Regime

Localizar no tempo e no espaço o Antigo Regime

Caracterizar, de forma sumária, o Antigo Regime do ponto de vista político, económico e social

Identificar os princípios fundamentais do mercantilismo e as medidas que os Estados deviam tomar para implementar estas ideias económicas.

Caracterizar a política manufactureira do conde de Ericeira.

Explicar a falência das medidas mercantilistas em Portugal e a relação com o Tratado de Methuen


14/01/2013

A União Ibérica

Antecedente: a crise dinástica 

Que resultou da morte de D. Sebastião, antes de deixar descendentes. Entre os possíveis sucessores estava o poderoso Filipe II, bisneto de D. Manuel, que governava o mais poderoso império colonial.

O poder de Castela e a crise do Império Português 

Filipe II soube estabelecer relações políticas e económicas com a nobreza, o clero e a burguesia portuguesas, obtendo dos mesmos um forte apoio pois estes grupos, devido à decadência do Império português, viam com interesse o acesso a novos mercados que eram o Império Espanhol. Para fazer valer os seus direitos Filipe II invadiu Portugal e contando com o apoio da nobreza e da burguesia portuguesas, Filipe II uniu as duas coroas, dando início a uma nova fase da política portuguesa: a União Ibérica, que se estendeu até 1640.

A administração dos reis espanhóis 


Num primeiro instante, cumprindo as promessas juradas por Filipe II nas cortes de Tomar, em 1581, Portugal manteria a autonomia administrativa e os seus domínios continuariam separados das possessões espanholas. No entanto, esse quadro perdurou por pouco tempo, pois o poder administrativo castelhano incumbiu-se de anular a autonomia lusitana, através da centralização do poder administrativo em torno de Castela.

A governação de Filipe III e do seu filho Filipe IV agravaram o incumprimento dos seus deveres para com Portugal: nomearam-se ministros castelhanos para o Conselho de Portugal, em violação dos compromissos assumidos nas cortes de Tomar. Essa medida, bem como o aumento dos impostos, devido à participação na Guerra dos Trinta Anos e como forma de sanar os problemas económicos e militares existentes no território espanhol, caracterizaram um governo extremamente impopular. O descontentamento social fez eclodir em Portugal os movimentos antifiscais, como por exemplo o ocorrido na Revolta do Manuelinho, em Évora.


A reacção portuguesa 

A União Ibérica não impediu a decadência do reino português, envolvido nas sucessivas e desastrosas guerras que a Espanha sustentava na Europa. As maiores desgraças recaíram sobre os domínios portugueses que eram atacados pelos inimigos de Castela, sobretudo no Brasil onde Portugal tinha os maiores interesses económicos. O aumento de impostos e o afastamento da nobreza portuguesa do governo, as guerras de Castela e as revoltas na Catalunha fizeram eclodir a restauração do domínio português em 1640.

Questionário:


Qual o primeiro e principal motivo que originou a União Ibérica? 

Explica a chegada de Filipe II ao trono de Portugal. 


Como descreves a governação de Filipe III e Filipe IV?


Quais os motivos que levaram à revolta dos portugueses e á restauração da Independência?


Entre que anos Portugal e a Espanha estiveram unidos numa única coroa? 

16/12/2012

Trabalho de casa férias de Natal

"A (...) causa que bota a perder as naus, e o reino da India e tudo é a dos que navegam nesta carreira em sobrecarregarem as naus e as arrumarem mal, com o leve em baixo e o pesado em cima, o que não só descompassa as naus como temos visto, abertas todas indo-se ao fundo.
(...) assim que em vinte anos, que há do ano de 1582 até 1602, perdeu este reino trinta e oito naus da índia, algumas por desastre e as mais delas por cobiça por sobrecarregarem na Índia."
Melchior Amaral, Tratado das batalhas e Sucesso do Galeão Santiago, 1601 (adaptado)

Analisa atentamente o mapa e o documento de Melchior Amaral, complementa com a informação do manual e responde à seguinte questão:

1 - Identifica os motivos que levaram à crise do Império Português.


Nota: a tua resposta deve ser fundamentada com os documentos apresentados e ser enviada para o professor através dos comentários do blog. Os vossos comentários não aparecem publicados até o professor efetuar a moderação dos mesmos.