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31/03/2008

ESQUEMA RESUMO




POLÍTICA DE TRANSPORTE // POLÍTICA DE FIXAÇÃO

Política de Transporte
Toda a riqueza do Oriente passava apenas por Portugal e ia fomentar o trabalho estrangeiro, que nos fornecia de todas as coisas. As fomes sucediam-se e era necessário endividar-se a Coroa para comprar cereais no mercado da Flandres [o país não produzia]. (...) O País importava de África todos os anos, segundo diz um escritor, 338 000 moios de trigo e 670 000 de cevada. Em fins de 1543, deviam-se na Flandres somas enormes, além das que se tomavam em letras «a tão altos preços que se dobra a dívida em quatro anos».

(António Sérgio, Breve Interpretação da História de Portugal)



Política de Fixação/Capitalismo Comercial
Embora Portugal e Espanha tivessem alcançado grandes lucros com o comércio marítimo colonial, esses lucros não foram investidos de forma a desenvolver a agricultura e a indústria manufactureira nacionais e, assim, a fomentar o progresso desses Estados. Pelo contrário, a burguesia dos países do Norte da Europa, activa e empreendedora, aproveitou os lucros obtidos com o comércio colonial para os reinvestir no comércio ou apli­car no desenvolvimento de manufacturas e da agricultura. Parte da produção resultante dessas actividades era depois exportada, contribuindo para criar mais riqueza. Assim, alguns países do Norte da Europa conseguiram enriquecer, principalmente através do comércio.
O grande desenvolvimento mercantil deu origem ao capita­lismo comercial, ou seja, à acumulação de capitais que provinha dos lucros da actividade do comércio e que, na sua maioria eram de novo reinvestidos no comércio.