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28/01/2013

O mercantilismo: revisões

O mercantilismo e a riqueza das nações

Documento 1
"O objetivo de Colbert é tornar o país mais opulento que todos os outros(...) rico nas artes [manufaturas], sem ter necessidade de coisa alguma e com capacidade de fornecer toda a espécie de coisas aos outros estados.(...) Faz tudo para instalar em França as melhores indústrias e impede os outros estados de introduzirem os seus produtos no reino da França. (...) 
Relatório do embaixador veneziano na corte de França, 1665-1668 (adaptado)

Documento 2

1 - Apresenta as medidas postas em prática pelos defensores do mercantilismo para atingir o seu principal objectivo: permitir aos Estados a acumulação de metais preciosos.

2 - Identifica o governante responsável pela aplicação desta doutrina económica, em França.

3 - Identifica a actividade económica mais rentável desenvolvida no Antigo Regime e os produtos que asseguravam esse lucro.

26/01/2013

Orientações de aprendizagem

Avaliação do dia 7 de fevereiro de 2013


Identificar os factores que explicam a crise do Império Português do Oriente

Descrever os acontecimentos e as circunstâncias que conduziram à União Ibérica

Justificar o apoio dos grupos dominantes da sociedade portuguesa a Filipe II e à união dinástica

Conhecer os compromissos assumidos por Filipe II nas cortes de Tomar

Explicar o domínio comercial da Holanda, a partir dos finais do séc. XVI

Compreender a importância do Ato de Navegação na afirmação do império inglês.

Distinguir mare clausum de mare liberum

Indicar os principais motivos de descontentamento dos portugueses face ao domínio espanhol.

Relacionar a Restauração da independência nacional com as ameaças à prosperidade do comércio atlântico português e com o declínio do Império Espanhol

Definir o conceito de Antigo Regime

Localizar no tempo e no espaço o Antigo Regime

Caracterizar, de forma sumária, o Antigo Regime do ponto de vista político, económico e social

Identificar os princípios fundamentais do mercantilismo e as medidas que os Estados deviam tomar para implementar estas ideias económicas.

Caracterizar a política manufactureira do conde de Ericeira.

Explicar a falência das medidas mercantilistas em Portugal e a relação com o Tratado de Methuen


14/01/2013

A União Ibérica

Antecedente: a crise dinástica 

Que resultou da morte de D. Sebastião, antes de deixar descendentes. Entre os possíveis sucessores estava o poderoso Filipe II, bisneto de D. Manuel, que governava o mais poderoso império colonial.

O poder de Castela e a crise do Império Português 

Filipe II soube estabelecer relações políticas e económicas com a nobreza, o clero e a burguesia portuguesas, obtendo dos mesmos um forte apoio pois estes grupos, devido à decadência do Império português, viam com interesse o acesso a novos mercados que eram o Império Espanhol. Para fazer valer os seus direitos Filipe II invadiu Portugal e contando com o apoio da nobreza e da burguesia portuguesas, Filipe II uniu as duas coroas, dando início a uma nova fase da política portuguesa: a União Ibérica, que se estendeu até 1640.

A administração dos reis espanhóis 


Num primeiro instante, cumprindo as promessas juradas por Filipe II nas cortes de Tomar, em 1581, Portugal manteria a autonomia administrativa e os seus domínios continuariam separados das possessões espanholas. No entanto, esse quadro perdurou por pouco tempo, pois o poder administrativo castelhano incumbiu-se de anular a autonomia lusitana, através da centralização do poder administrativo em torno de Castela.

A governação de Filipe III e do seu filho Filipe IV agravaram o incumprimento dos seus deveres para com Portugal: nomearam-se ministros castelhanos para o Conselho de Portugal, em violação dos compromissos assumidos nas cortes de Tomar. Essa medida, bem como o aumento dos impostos, devido à participação na Guerra dos Trinta Anos e como forma de sanar os problemas económicos e militares existentes no território espanhol, caracterizaram um governo extremamente impopular. O descontentamento social fez eclodir em Portugal os movimentos antifiscais, como por exemplo o ocorrido na Revolta do Manuelinho, em Évora.


A reacção portuguesa 

A União Ibérica não impediu a decadência do reino português, envolvido nas sucessivas e desastrosas guerras que a Espanha sustentava na Europa. As maiores desgraças recaíram sobre os domínios portugueses que eram atacados pelos inimigos de Castela, sobretudo no Brasil onde Portugal tinha os maiores interesses económicos. O aumento de impostos e o afastamento da nobreza portuguesa do governo, as guerras de Castela e as revoltas na Catalunha fizeram eclodir a restauração do domínio português em 1640.

Questionário:


Qual o primeiro e principal motivo que originou a União Ibérica? 

Explica a chegada de Filipe II ao trono de Portugal. 


Como descreves a governação de Filipe III e Filipe IV?


Quais os motivos que levaram à revolta dos portugueses e á restauração da Independência?


Entre que anos Portugal e a Espanha estiveram unidos numa única coroa?